vacinar gatos

Saber mais sobre: Vacinação nos Gatos!

Qualquer dono, que preze o seu gatinho, deve preocupar-se em protegê-lo de doenças graves através da vacinação. Sabes como é a vacinação nos gatos?

A prevalência de diversas doenças graves do gato tem vindo a diminuir ao longo dos anos, graças à disponibilidade de várias vacinas. Se por um lado, o número de gatos vacinados tem vindo a aumentar de forma regular, por outro lado, os gatos vão menos às consultas médico-veterinárias em comparação com os cães e, como tal, estão menos protegidos pela vacinação preventiva.

De entre as doenças que podem afetar os gatos, algumas são fatais. Outras raramente colocam em risco a vida do animal. No entanto, é sempre preferível evitar o seu aparecimento vacinando o animal.

Infelizmente, não existem hoje em dia vacinas eficazes para todas as doenças identificadas no gato.

As zoonoses, ou antropozoonoses, são doenças comuns ao homem e ao animal. As principais comuns ao gato e ao homem são a raiva, a toxoplasmose, a tuberculose e a doença provocada pelos arranhões dos gatos. Atualmente, já nenhuma delas constitui um problema quer para o animal, quer para o homem. A raiva está hoje bem controlada por via de uma regulamentação que torna obrigatória a vacinação contra esta doença em certas circunstâncias.

Particularidades relacionadas com a vacinação do gato

O caso do gatinho

A imunocompetência do gatinho, ou seja, a sua capacidade de desenvolver uma reação imunitária de boa qualidade, completa-se a partir da 2ª ou 3ª semana de vida. Teoricamente, as vacinas poderiam ser aplicadas desde os 15 dias de vida. Na realidade, a vacinação do jovem é anulada, na maioria dos casos, pela interferência com a imunidade transmitida pela mãe.

O gato idoso

Devido, por um lado, à diminuição do número de anticorpos com o passar dos anos e, por outro, ao decréscimo do nível de imunocompetência, é imperativo administrar reforços das vacinas aos gatos idosos.

Indicações e contra-indicações

De modo geral, está contra-indicada a vacinação de gatos doentes, parasitados ou em fase de tratamento com um imunossupressor.

Em regra, todos os gatinhos devem ser submetidos a desparasitação antes da administração da primovacinação. Para além disso, a administração de vacinas modificadas é contra indicada nas fêmeas e gestação, pois existe um risco potencial de induzir - salvo se for demonstrado o contrário - anomalias no feto. 

No que diz respeito às indicações da vacinação, deve-se frisar que o interesse do dono em proceder à vacinação do gato deverá ser maior se o tipo de vida do animal incluir saídas para o exterior. Neste caso, o gato está exposto a riscos adicionais de contaminação: contacto com outro gatos ou com objetos infetados. Não se deve, no entanto, considerar que um gato com vida sedentária,  em casa dos donos, não corre qualquer risco de contrair doenças infeciosas e que, neste caso, a vacinação é inútil. Na realidade, um gato pode estar exposto a contaminações na residência dos donos, mesmo na ausência de qualquer contacto direto com outro gato, através do contato com objetos contaminados no exterior que são posteriormente trazidos para casa (sola dos sapatos). Para além disso, mesmo um animal que durante um período da sua vida é um gato "que não sai", mais cedo ou mais tarde, acabará por o fazer, quer pela necessidade de uma consulta veterinária, pelo alojamento num gatil ou porque vai de viagem. Sem a proteção conferida pela vacinação, irá frequentar ambientes muito contaminados que o poderão expor a sérios riscos de contaminação.

As informações referentes a toda a envolvente da vacinação (natureza da vacina, modo de inoculação, data de aplicação, vinheta correspondente ao lote da vacina administrada) são registadas no boletim de vacinas que apenas pode ser fornecido por um médico veterinário.

O calendário de vacinação dos gatos

Este calendário deve ser estabelecido pelo médico veterinário, que for acompanhar o gatinho, em função de diversos parâmetros, tais como o modo de vida do gato, idade e meio ambiente. Entretanto, todos estes programas correspondem aos princípios gerais que seguidamente passamos a resumir.

A maior dificuldade da primovacinação, consiste em conseguir vacinar o gatinho da melhor forma e com a maior rapidez possível, imediatamente a seguir ao desaparecimento da imunidade passiva. Isto obriga à aplicação de duas inoculações sucessivas: a primeira, administrada entre as 6 e as 10 semanas de idade - habitualmente às 8 semanas - e a segunda 3 a 4 semanas após a primeira - de forma geral entre as 12 - 14 semanas. Existe uma legislação específica referente à vacinação anti-rábica, pelo que esta não pode ser aplicada antes dos 3 meses de vida.

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